HISTÓRIA · ANTES DA ESCRITA
Pré-História
Há cerca de 12 mil anos, grupos caçadores-coletores já percorriam o Centro-Oeste. Milhares de anos depois, seus descendentes ainda carregam saberes que atravessam o tempo.
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Entrada da história: o primeiro passo fica na pedra, e a memória continua viva nas pessoas.
👣 PASSO 01 · O PRIMEIRO POVOAMENTO
Caçadores-coletores no fim do Pleistoceno
O povoamento humano da região começou com grupos caçadores-coletores no fim do Pleistoceno e início do Holoceno, por volta de 12.000 a 10.000 anos atrás. Naquele momento, o ambiente era diferente do atual.
Do início do Holoceno até cerca de 1.000 anos antes de Cristo, muitas áreas ganharam configuração ambiental semelhante à de hoje. Nessa época, grupos com tecnologias distintas e sistemas socioculturais complexos ocuparam praticamente todo o Centro-Oeste.
Caça e coleta
a base da vida desses primeiros grupos
12 mil anos
início do povoamento humano na região
Centro-Oeste
praticamente todo o território ocupado
👣 PASSO 02 · CULTIVO E CERÂMICA
Quando a terra começa a ser cultivada
No milênio anterior ao início da Era Cristã, alguns desses grupos passaram a desenvolver ou adotar técnicas de cultivo, em geral ligadas à produção de recipientes cerâmicos.
O Centro-Oeste parece ter sido uma região de confluência, para onde várias sociedades agricultoras e ceramistas se deslocaram.
Cerâmica
recipientes que marcam novas técnicas
Cultivo
a agricultura começa a aparecer
Confluência
sociedades que chegam de várias direções
👣 PASSO 03 · OS BORORO
Plumas, argila e um território imenso
Os antigos Bororo ocupavam uma ampla região entre a Bolívia, a oeste, o rio Araguaia e o rio das Mortes, ao norte, e o rio Taquari, ao sul. Tradicionalmente caçadores e coletores, adaptaram-se à agricultura, da qual tiram parte de seu sustento.
São conhecidos pelo artesanato de plumagem, como cocares e braçadeiras de penas, e pela pintura corporal feita com argila.

Plumagem
cocares e braçadeiras de penas
Argila
pintura corporal tradicional
Agricultura
adaptada ao modo de vida caçador-coletor
Território
da Bolívia ao Taquari, passando pelo Araguaia
PASSO 04 · OS A’UWE (XAVANTE)
Força, memória e território
Os A’uwe, como se autodenominam os Xavante, são um povo tradicionalmente itinerante. Ao longo da história, enfrentaram e fizeram alianças com outros povos indígenas, entre eles os Bororo, o que marcou sua trajetória de resistência.
Hoje, uma das aldeias fica perto da Serra do Roncador e do rio das Mortes, na região de Canarana, em Mato Grosso, com cerca de 600 habitantes segundo o artigo de referência. A comunidade se autodenomina Auwê Uptabi, o “povo verdadeiro”, e o português é pouco falado no dia a dia.
A força e a coragem aparecem nos detalhes do dia a dia e nos relatos da comunidade.

Resistência
um lema de força entre homens, mulheres e crianças
Aldeia
perto da Serra do Roncador e do rio das Mortes
~600
pessoas, segundo a referência do artigo
Auwê Uptabi
“o povo verdadeiro”, na própria língua
👣 PASSO 05 · MEMÓRIA VIVA
Imagens que atravessam o tempo
🪶
Plumagem
🎨
Pintura corporal
🎶
Danças
🏹
Arco e flecha
🛶
Rios
🏡
Aldeias
PASSO 06 · PRESENTE
Pré-história também é presente
Chamar um período de pré-história organiza o tempo a partir da escrita. Mas a região já tinha histórias antes de qualquer registro escrito, e seus povos continuam produzindo memória até hoje.
Por isso, este percurso segue até o presente: os povos da região são sujeitos da própria história, e seus nomes e modos de autodenominação são respeitados aqui.
📍 POR QUE ISSO IMPORTA PARA A SERRA DO RONCADOR?
Uma paisagem com muitas camadas de tempo
As outras páginas do site mostram a paisagem como um arquivo geológico, dos mares do Período Ordoviciano aos dinossauros do Triássico e Cretáceo. Esta página acrescenta a camada humana.
Quando a história da Terra se encontra com a história dos povos, a paisagem deixa de ser apenas relevo: passa a ser lugar de memória.

📚 NOTAS E FONTES
Texto base: publicação original do site Serra do Roncador. Datas do povoamento são aproximadas e seguem a literatura arqueológica do Centro-Oeste. Números populacionais das aldeias mudam ao longo do tempo e devem ser confirmados em fontes atualizadas, como o IBGE e a FUNAI. Recomenda-se revisão por antropólogo ou arqueólogo antes da publicação final.
CONTINUE A VIAGEM PELO TEMPO
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Dos primeiros passos à memória viva
Siga o percurso pelas páginas vizinhas e veja como a paisagem foi sendo construída.
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